Os processos de recrutamento, seleção e gestão de carreira dentro das organizações apostam cada vez mais na inteligência para encontrar o profissional certo e, mais do que isso, melhor posicioná-lo dentro dos setores da empresa. Essa é a proposta da Fluid State, startup caxiense criada por Juremir Milani, Ariel Muterle, Marcelo Simionovschi e Ricardo Ruzzarin em 2019 e que alcançou 27 clientes nesse período, sendo a maioria grandes instituições de ensino privado do Rio Grande do Sul e também em Santa Catarina e São Paulo.
Na prática, o sistema trabalha para melhorar a experiência da jornada do colaborador nas empresas. Se pessoas satisfeitas com a sua função produzem mais e melhor, como direcioná-las para os cargos dentro da organização? Com a Fluid State, explica Juremir Milani, é feita uma coleta de dados (informações disponibilizadas pelo trabalhador), aplica-se o algoritmo e o sistema indica os postos de trabalho mais adequados para cada profissional.
A metodologia também foi desenvolvida pela empresa, em 2017, e operacionalizada dois anos depois por meio de pesquisa de Mestrado e que permitiu a estruturação da startup. Segundo ele, a aplicação é possível até mesmo para empresas menores, com até 10 funcionários, uma vez que a startup fornece o suporte como um setor de gestão de pessoas.
Com a plataforma, conforme o desenvolvedor, as empresas ganham profissionais mais engajados e reduzem a rotatividade nas empresas — um dos aspectos que mais demandam a atenção dos profissionais.
— Um dos nossos clientes é uma rede de educação, com sete mil colaboradores e, por meio da nossa ferramenta, conseguimos ter uma fotografia da onde os professores e administradores de cada colégio se sentem mais felizes de trabalhar. Se estão mais perto ou longe de casa, se tem uma equipe boa, igualitária, diversificada — explica.
A ideia do negócio, segundo ele, surgiu dos sócios da Fluid State, que são ligados ao setor de recursos humanos. A parceria começou na década de 1990, quando eles trabalhavam com metodologias para o setor que classificavam os colaboradores por meio de pesquisa com adjetivos como “regular”, “bom” ou “muito bom”, por exemplo. Nos últimos, segundo ele, essa ferramenta enfrentou o que ele chama de “cansaço” dos gestores, prejudicando a coleta de informações.
— Entendemos que os profissionais de RH estão focados nessa metodologia que já vimos que gera um cansaço. O mercado ainda está procurando alternativas. Não temos, atualmente, muita força de entrada porque sabemos que a nossa metodologia é muita nova. Buscamos maturidade para estar mais fortes e temos certeza que, em algum momento, o mercado vai olhar o nosso produto e dizer que é isso que ele quer. Então, estamos buscando por essa “virada de chave” — relata Milani.
O investimento na elaboração do sistema chegou a R$ 1,5 milhão, feito com investimento entre os sócios, ou seja, sem um investidor por fora. No segundo ano de atuação, a startup atingiu o chamado breakeven, que é o ponto em que não há mais prejuízos, mas também não há lucros.
Em Caxias do Sul, segundo ele, é necessário avançar em ambientes compartilhados para permitir o surgimento e o desenvolvimento de novas ideias.
— Tínhamos um escritório de cem metros quadrados, com tudo organizado e deixamos para vir pra cá (Ecoinovelabs). Um espaço como esse funciona, dá certo, mas precisa de mais engajamento para engatar essa questão de colaboração e inovação. Nós, como atingimos o breakeven, não procuramos investidores, mas sim de networking, que traga conexões — afirma.
Fonte: Jornal Pioneiro, 24/06/22. Matéria completa disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/economia/noticia/2022/06/ideias-que-viram-empresas-startups-compartilham-espaco-de-ensino-em-caxias-e-contam-os-beneficios-de-integrar-ambiente-colaborativo-cl4rcte5d001o019iu3rnfkya.html
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Olá, quero conhecer a plataforma Fluid State!